Como as cidades se tornam bike-friendly

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Como as cidades se tornam bike-friendly

Quem já teve a oportunidade de conhecer cidades ao redor do mundo consegue facilmente identificar relações comuns entre Copenhagen (Dinamarca), Amsterdam, Utrecht (Holanda), Londres (Inglaterra), assim como entre cidades brasileiras, a exemplo de São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Fortaleza/CE, Curitiba/PR ou Rio Branco/AC.

A naturalização da bicicleta no cotidiano destas cidades foi uma realidade construída com muito esforço coletivo, pois não existe uma receita pronta. É necessário vontade política, investimentos no setor acompanhado de mudança cultural – mentalidade – em relação ao potencial da bicicleta no desenvolvimento de cidades acessíveis, modernas e sustentáveis.

Cultura, sociedade e economia

O modelo de mobilidade centrada no uso do carro tem causado sérias implicações. O aumento constante da frota associado à redução da trafegabilidade, ao aumento dos índices de poluição, do sedentarismo e quantidade de acidentes graves com consequências letais são algumas destas implicações que custam caro aos cofres públicos.

Diversificação da mobilidade como principal estratégia

Cidades que se tornaram bike friendly apostaram na diversificação dos meios de deslocamento, e colocaram o incentivo ao uso da bicicleta como elemento chave desta transição cultural.

Mas por que a bicicleta? Porque ela responde por boa parte das alternativas à mobilidade do ponto de vista da saúde, economia e meio ambiente. Além disso, ainda apresenta ótima capacidade de integração com outros modais, como transporte público, deslocamento a pé e até mesmo de uso combinado com o carro.

Estimular a demanda reprimida de usuários

O cenário de grandes investimentos na rede rodoviária no século XX causou consequente esquecimento em relação a outros meios de mobilidade, como a bicicleta e o próprio pedestrianismo (andar a pé).

De acordo com o consultor em mobilidade do programa Copenhagenize – Mikael Colville Andersen – falando sobre a cidade de São Paulo, disse que “o número de ciclistas só vai aumentar quando a demanda reprimida for estimulada”. Demanda reprimida são aquelas pessoas que usariam a bicicleta como transporte caso houvesse mais conforto e segurança nas ruas para assim fazê-lo.

Qual o potencial de Pelotas como cidade bike friendly?

São muitos os avanços de Pelotas em relação ao aumento da malha cicloviária na última década. Porém, com a pandemia e recente aumento no preço dos combustíveis, a procura pela bicicleta como transporte aumentou. Este crescimento é um importante indicador de aumento da demanda reprimida de novos usuários ciclistas, além de representar um convite para a geração de novas iniciativas bike friendly na cidade, tanto de infraestrutura como no âmbito cultural.

Ciente dos desafios, o Cidade Alta – bairro planejado está somando esforços para promover a bicicleta como grande aliada a um estilo de vida mais simples, sadio e sustentável a seus moradores e investidores.

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Texto de @biokaram (@pedalcurticeira)

Iniciativa: @cidadealtapelotas

Imagem: @lordidesign

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By | 2022-04-19T12:48:16+00:00 abril 19th, 2022|Sem categoria|0 Comentários

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